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quinta-feira, 31 de maio de 2012

A MENTIRA E A PERNA CURTA

O nebuloso processo de "integração" dos trabalhadores dos mercados municipais na limpeza urbana, fruto da greve ao trabalho extraordinário que decorreu entre 17 de Outubro e 22 de Novembro de 2011, continua a estar na ordem do dia, sobretudo quando se continua a dizer aos trabalhadores que "a vossa categoria acabou, agora é tudo igual, não há cantoneiros, não há fiéis de mercado, agora é tudo igual."
A mentira tem perna curta quando o Município de Oeiras continua a contratar trabalhadores para a categoria de Assistente Operacional de Serviços Gerais, a mesma exercida pelos trabalhadores Lino Manuel Moita Ramos, Luís do Carmo Almeida Soares, Geraldina Filomena Pereira e Maria da Assunção Lourenço das Neves, retaliatória e compulsivamente transferidos para a limpeza urbana, comprova-se pelo documento anexo, publicado em Diário da República, que os envolvidos neste nebuloso e obscuro processo mentiram, não sendo dignos dos cargos que ocupam.
A MENTIRA TEM PERNA CURTA. Deus não dorme e a Justiça é feita na Terra. Cá se fazem, cá se pagam.


quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A GREVE AO TRABALHO EXTRAORDINÁRIO NOS MERCADOS E CANIL (V)

O SERVIÇO DE CORREIO MERCADO-A-MERCADO

O dia 28 de Outubro foi de grande actividade para o Serviço dos mercados. A CMO tem a recolha-porta-a-porta no lixo, criou para aquele dia e mais alguns a entrega de correio porta-a-porta, melhor dizendo mercado-a-mercado, entrando numa concorrência (des)leal com o CTT e demais empresas autorizadas na recolha, entrega e transporte de correio (DHL, UPS, MRW). O nosso colega do "TAC" - Transporte Acelerado de Correio já via a sua vida a andar para trás, temia pelo seu posto de trabalho.

A juntar aos galardões de “melhor concelho para trabalhar”, “de melhor concelho para estudar”, Oeiras, através do Serviço dos mercados, candidatava-se a “melhor concelho para convocar”, na senda das convocatórias do saudoso Scolari.

Eis mais alguns exemplos de convocatórias:







 A vontade em promover o "abatimento" dos convocados mantém-se.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A GREVE AO TRABALHO EXTRAORDINÁRIO NOS MERCADOS E CANIL (I)

AS RAZÕES DA GREVE

Em Junho de 2010 os trabalhadores dos mercados municipais de Oeiras deram início a um processo reivindicativo tendente a equipará-los a outros colegas, designadamente aos da limpeza urbana (aqueles trabalhadores que, entre outras tarefas, andam a varrer as ruas e a recolher os detritos, incluindo o cocó dos cães). Pretendiam a atribuição do subsídio de insalubridade, risco e penosidade, vulgarmente conhecido entre os trabalhadores por subsídio de risco, no montante diário de 1,25 EUR.

Pretendiam, igualmente, que a mudança de local de trabalho ocorrida durante a semana e lhes acarretasse acréscimo de despesas lhes fosse paga, tal como define a lei. Por exemplo: se um trabalhador tem o “passe” CP entre Oeiras e Algés para determinado mês, caso a entidade patronal decida mudá-lo de local de trabalho durante esse mês e tal alteração lhe acarrete despesas suplementares deverá ser compensado. O que não acontece.

Terminou o ano de 2010 sem que as suas pretensões fossem satisfeitas.

O ano de 2011 começa com a extinção da DSU – Divisão de Serviços Urbanos, órgão com a responsabilidade de manter o concelho limpo (recolha de todo o tipo de resíduos) e a partição das suas funções por três unidades orgânicas: o Departamento de Ambiente e Equipamento (DAE) e as novas Divisão de Recolha de Resíduos Sólidos Urbanos (DRRSU), exclusivamente para a recolha do vulgar “lixo” orgânico, reciclável e biodegradável, e a Divisão de Higiene Pública e Abastecimento (DHPA), com a tarefa de proceder à limpeza do espaço público, nomeadamente.

O sector mercados municipais e respectivos trabalhadores foi integrado na DHPA.

Habilidosamente, já vinha ocorrendo desde o 3.º trimestre de 2010 a substituição de trabalhadores dos mercados por trabalhadores da limpeza urbana, contrariando o que o vereador do pelouro do Ambiente, Ricardo Barros, afirmara em reuniões com os trabalhadores no dia 19 de Julho de 2010, de que o “trabalho extraordinário não iria acabar” quando, com o apoio do SINTAP, os elucidava sobre a necessidade da implementação do trabalho por turnos.

Alguém, querendo ser mais papista que o papa, passou a substituir os trabalhadores dos mercados por trabalhadores da limpeza urbana, violando a promessa pública assumida pelo vereador Ricardo Barros.

No ano transacto o desrespeito pelos trabalhadores dos mercados agravou-se com a atribuição progressiva da jornada contínua a centenas de trabalhadores – recolha de lixo, limpeza urbana, polícia municipal, bares e refeitórios – sendo os trabalhadores dos mercados novamente marginalizados.

Em Junho de 2011 a quase totalidade dos trabalhadores dirigiu uma carta ao Presidente da Câmara Municipal de Oeiras a quem, uma vez mais, pediam a sua intervenção.

A resposta recebida não foi a desejada, pelo que os trabalhadores informaram o Presidente que iriam fazer greve ao trabalho extraordinário, pedindo ao SINTAP a sua marcação, o que veio a acontecer no dia 30 de Setembro, com depósito do pré-aviso de greve na Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP) e envio via telefax e e-mail para o Presidente da Câmara Municipal de Oeiras.



SINTAP solidário com os trabalhadores

Ao tomar conhecimento da instauração de processos disciplinares a trabalhadores que fizeram greve legal ao trabalho extraordinário, o SINTAP, através de comunicado infra manifesta a sua solidariedade e disponibiliza-se, como não podia deixar de ser, para defender até às últimas instâncias os seus filiados.
Eis o teor do comunicado:



terça-feira, 8 de novembro de 2011

NEGOCIAÇÃO: via para o Acordo

A Câmara Municipal de Oeiras e o Vereador Ricardo Barros deram sinais positivos nos últimos dias quando decidiram desbloquear as situações pendentes na Recolha Nocturna de RSU, fomentadoras de enorme mal estar, com repercussão na coesão interna do grupo, no relacionamento com as chefias e dirigentes e, por consequência, na execução das tarefas que incumbem aos trabalhadores. Imperou o bom senso. Ainda bem.
O Vereador Ricardo Barros resolveu no dia 19 de Outubro outra situação pendente há meses, geradora de conflitos: o regime laboral dos trabalhadores do Canil/Gatil Municipal. Fê-lo 2 dias após a entrada em vigor do pré-aviso de greve ao trabalho extraordinário que incluía o Canil, e inclui os Mercados e Feiras. Dizemos incluía o Canil porque a situação foi ultrapassada, inclui os Mercados e Feiras porque o impasse se mantém.
Apelamos publicamente para que o Vereador Ricardo Barros e os seus Dirigentes tenham o mesmo gesto negocial para com os trabalhadores dos Mercados e Feiras, de modo a que a situação seja ultrapassada pois, não tenha a Câmara Municipal de Oeiras quaisquer dúvidas que, sempre no estrito cumprimento da Lei, os trabalhadores vão manter-se firmes na defesa dos seus direitos, os mesmos que foram atribuídos a centenas de outros.
Sr. Vereador: seja magnânimo e indulgente, reúna com os trabalhadores, ouça-os, tal como prometeu meses atrás, não permita que o autismo de Chefias e Dirigentes extremem posições que poderão ser ultrapassadas pela via negocial.
Este o nosso apelo.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

COMUNICADO SOBRE A GREVE AO TRABALHO EXTRAORDINÁRIO

Os trabalhadores dos Mercados Municipais reuniram com a Comissão Sindical do SINTAP na manhã de 1 de Novembro, feriado nacional, para fazerem um balanço da 1.ª quinzena de greve ao trabalho extraordinário, com pré-aviso entregue na Câmara Municipal e na Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público no dia 30 de Setembro.
Os trabalhadores decidiram o seguinte:
- Repudiar a intimidação e coacção de que foram alvo, sobretudo nos dias 28 de Outubro, 6.ª feira, e 31 de Outubro, 2.ª feira, através de convocatórias ilegais e de ameaças verbais;
- Manter a unidade do grupo, tornando-o invulnerável a quaisquer tentativas de intimidação, dissimuladas ou objectivas, seja por parte da chefia, seja pelos portadores de ordens verbais ou escritas;
- Recusar a recepção de quaisquer convocatórias que tenham por objectivo a prestação de trabalho extraordinário;
- Tendo os mercados sido abertos pelas juntas de freguesia ou por alguém a mando da Câmara Municipal de Oeiras, em flagrante violação do artigo 397.º (Proibição de substituição dos grevistas) da Lei n.º 59/2008, de 11 de Setembro, em conjugação com os artigos 535.º (Proibição de substituição dos grevistas), artigo 540.º (Proibição de coacção, prejuízo e discriminação do trabalhador), artigo 543.º (Responsabilidade penal em matéria de greve) da Lei n.º 7/2009, de 12 de Fevereiro, participar estas violações ao Ministério Público, Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP), à Inspecção-Geral da Administração Local (IGAL), à Inspecção-Geral de Finanças (IGF), à Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e à Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT);
- Em resposta à intimidação, coacção e ameaças de que foram alvo, solicitar ao Secretariado Nacional do SINTAP a marcação de greve para os dias 23, 24, 30 e 31 de Dezembro de 2011.
Carnaxide, 1 de Novembro de 2011.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

PARA COMBATER A DESINFORMAÇÃO

As reivindicações dos trabalhadores do Mercados e Feiras são as que constam do post inserido no dia 27 de Agosto e que pode reler AQUI.
O que os trabalhadores pedem não é nada do outro mundo. Pretendem receber o mesmo tratamento, baseado na justiça e equidade. Apenas e só.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

A GREVE NOS MERCADOS, FEIRAS E CANIL/GATIL

O pré-aviso foi entregue no final de Setembro. Só hoje é que se preocuparam?
Como vem sendo hábito não se diz tudo. Os serviços mínimos estão garantidos no canil / gatil. Quanto aos mercados municipais os mesmos não são considerados SERVIÇOS ESSENCIAIS.
O pré-aviso foi entregue no final de Setembro. A CMO só hoje é que se pronunciou.
Por que não fala nas injustiças internas, nos "filhos" e nos "enteados"?
Por que é que uns trabalham 6 horas e outros trabalham 8?
Por que é que uns têm subsídio de insalubridade, outros não?
Por que é que um trabalhador que tem um passe da CP entre Oeiras e Algés, sendo logicamente destacado para um destes mercados, há-de, aos sábados, 2ªs e feriados, ser destacado para Carnaxide, Queijas ou Linda-a-Velha, pagando do seu bolso o percurso excedente?
Por que é que a Câmara Municipal não diz que 8 dos 24 trabalhadores dos mercados municipais auferem o salário mínimo (485,00 euros)?
Por que é que a Câmara Municipal não diz que os trabalhadores das feiras, que se realizam ao domingo, têm de pagar do seu bolso o transporte de casa para as feiras e vice-versa?
Por que é que a Câmara Municipal não diz que fez um acordo com os trabalhadores da recolha nocturna de lixos para que estes passassem a trabalhar em regime de trabalho por turnos, marginalizou um grupo de 19 que o não aceitou e que no dia 14 de Setembro rasgou unilateralmente o acordo feito com os que aceitaram o trabalho por turnos?
Por que é que a Câmara Municipal não assume que foi incompetente na gestão dos meios humanos?
Há dinheiro para estátuas de 1,25 milhões de euros e não há 1,25 euros por dia de trabalho prestado para cada um dos 24 trabalhadores do mercados?
É mais fácil dizer que a culpa é dos outros, sobretudo do SINTAP.
Como sempre não se diz a verdade toda, porque a outra parte não interessa.