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segunda-feira, 11 de junho de 2012

A INTERVENÇÃO DA COMISSÃO SINDICAL DO SINTAP

Aos sócios do SINTAP:
Estamos no 6.º ano da implementação do SINTAP no Município de Oeiras. Antes de nós ninguém se preocupou com os mais de 600 contratados a prazo. Sabem-no o Jorge, o Nuno, o Fernando, o Luís, a Filomena, e muitos, muitos outros.
Trouxemos para a ordem do dia a regularização destas situações. Que a Câmara Municipal entendeu regularizar apenas em 2009 e 2010. Que nós pedimos que fossem regularizadas antes da entrada em vigor da Lei n.º 12-A/2008, a Lei dos Vínculos, Carreiras e Remunerações.
Denunciamos e combatemos a nomeação ilegal de “amigos” de alguns dirigentes para cargos operacionais – motoristas e cantoneiros a fazerem de encarregados. Mesmo para estes e nos termos da lei pedimos que lhes fosse pago o salário de Encarregado, através da aplicação do mecanismo de “mobilidade interna na categoria”.
Com a nossa intervenção e para terminar com estas ilegalidades, a Câmara Municipal abriu concursos. Hoje, os encarregados exercem funções por direito próprio, não por “amiguismo”.
Estamos a passar um período muito negro. Por isso há muito a fazer. Nos períodos áureos, de “vacas gordas”, se a nossa intervenção era necessária, nestes tempos de “vacas magras” a interacção entre a Comissão Sindical SINTAP e os trabalhadores é ainda mais necessária.
Quem lutou pela dignidade dos trabalhadores foi a CS SINTAP.           
Temos que competir com forças do “faz-de-conta”, que têm o condão de onde mexem estragam.
Por um lado, são dirigentes que têm uma confrangedora incapacidade para gerir e julgam que podem fazer vingar alguma medida sem empenharem os principais agentes, os trabalhadores. Mas há quem pense que são outros, só que esses outros também não fazem nada sem os trabalhadores e entramos no círculo vicioso, viciado ou viciante.
Procuramos que os trabalhadores que defendemos fossem sujeitos ao mínimo esforço e exposição de modo a não sofrerem retaliações.
Começamos a acreditar que há por aí quem lhes ande a meter medo, através da ameaça permanente de que a Câmara vai ter de despedir ou dispensar 2% dos trabalhadores.
Já fizemos coisas mais difíceis e com sucesso; por isso, Colegas, não percais a esperança, porque já não temos mais que descer: o nosso percurso é subir.
Mas para isso temos que alijar a carga, a começar pelo pessimismo e quem o semeia.
Há dias, tomamos conhecimento de desculpas esfarrapadas de colegas que deixaram de ser sócios do SINTAP. Num dos casos, foi-nos referido que a um lhe terão garantido que se queria ter alguma ambição e manter-se no lugar, tinha de sair daqui e ir para acoli.
Não foram perdas de monta. No entanto deixaram-nos duas lições que queremos partilhar convosco:
1 – Nem tudo o que parece é. Como é sabido, cada sócio do SINTAP é para nós um amigo pessoal, porque o tratamos como Amigo e como Pessoa. Sabem disso. Mas a inversa não é, nem sempre é, rigorosamente possível e recíproca. “Errar é humano”, logo o enganar também é, eis a conclusão;
2 – Disseram que tinham de desistir de sócios por razões económicas, pois o dinheiro da quota fazia-lhes falta.
Nada mais falso: o dinheiro da quota é dedutível ao fim do ano no IRS. E não acreditamos que não paguem IRS. Mas ainda mais, por cada € que descontam para a quota sindical, descontam um € e mais meio, no IRS. Há uma majoração de 50%.
Por isso essa do aperto orçamental é falsa desculpa.
Precisamos de todos, mas também todos vão precisar de nós.
A nossa prática é defender-vos daqueles que vos achincalham, que vos intimidam verbalmente ou com a ameaça de instauração de processos disciplinares, que vos tratam como coisas. Claro que esta prática tem custos para quem a usa, mas é autêntica. Somos reais.
Contem com a Comissão Sindical do SINTAP. Nós contamos convosco.
Cordiais Saudações Sindicais.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Malmequer, bem me quer, MERCADO FECHADO, MERCADO ABERTO

Com data de 22 de Maio, foi afixada nos mercados municipais de Oeiras uma comunicação assinada pelo vereador do pelouro, Ricardo Barros, informando que os mesmos estariam encerrados no dia 7 de Junho, feriado municipal e nacional.
Perante esta decisão, os comerciantes informaram os seus clientes do encerramento dos mercados e, também, organizaram a sua vida de modo a não se reabastecerem.
Não menos importante, os funcionários municipais organizaram as suas vidas pessoais.
No dia de ontem, os funcionários receberam instruções por telefone para retirarem a comunicação assinada pelo vereador e afixarem um aviso de abertura assinado por um funcionário.
Desde 2009, principalmente quando a alguém contratado como jurista foi dado o lugar de coordenador da extinta DAPFS, e cujo currículo para o lugar era o de ser "assessor" jurídico do vice-presidente, que o setor mercados anda ao sabor das petições de alguns comerciantes, sem que a relação custo-benefício seja tida em conta.
E é tanto mais grave quando as juntas de freguesia se substituem ao município enquanto responsável pela gestão dos mercados, sem que haja protocolo de delegação de competências, em que os comerciantes utilizam as arrecadações e consomem gelo sem pagar as taxas, situação ilegal, pois só a Assembleia Municipal pode isentá-los do pagamento de taxas.
O Vereador Ricardo Barros em vez de ser ajudado por quem tinha a obrigação de o ajudar e aconselhar, é frequentemente mal informado pelo chefe da DHPA. Este exemplo, a juntar a exemplos semelhantes do passado, comprova a incompetência para exercer as funções de chefia de divisão.
Mérito, competência e humildade é algo que falta na gestão da divisão que se diz de higiene pública e abastecimento.


A "EXTINÇÃO" DA ÁREA FUNCIONAL DE SERVIÇOS GERAIS

Como temos vindo a referir o Município decidiu "extinguir" a categoria de Assistente Operacional da área de atividade / área funcional de "Auxiliar de Serviços Gerais" ou de "Serviços Gerais" e da área de atividade / área funcional de "Fiel de Mercados e Feiras" com a desculpa de que "as categorias acabaram, agora é tudo assistente operacional". Até os encarregados "transversais", os encarregados "horizontais", os encarregados "verticais" e os encarregados "de cócoras" alinham e alimentam esta MENTIRA!
Desde 1 de Janeiro de 2009 que há, efetivamente, novas carreiras e categorias, às quais se agregaram as áreas de atividade ou áreas funcionais detidas até 31 de Dezembro de 2008, Assim, o Cantoneiro de Limpeza, que estava integrado no Grupo do Pessoal Auxiliar, foi incorporado na nova carreira (Assistente Operacional) e na nova categoria (Assistente Operacional) com as funções que detinha ou executava - CANTONEIRO DE LIMPEZA.
O mesmo aconteceu com o Condutor de Máquinas Pesadas e Veículos Especiais, que estava integrado no Grupo do Pessoal Auxiliar, foi incorporado na nova carreira (Assistente Operacional) e na nova categoria (Assistente Operacional) com as funções que detinha ou executava - CONDUTOR DE MÁQUINAS PESADAS E VEÍCULOS ESPECIAIS.
Também o Canalizador, que estava integrado no Grupo de Pessoal Operário, foi incorporado na nova carreira (Assistente Operacional) e na nova categoria (Assistente Operacional) com as funções que detinha ou executava - CANALIZADOR.
Diz o ditado que "mais depressa se apanha um mentiroso (ou vários) que um coxo" e os avisos publicados em Diário da República, em anexo, comprovam que todo o processo de integração retaliatória e compulsiva dos trabalhadores dos mercados na limpeza urbana está suportado num rol de mentiras e vinganças!
Em Serpa abrem-se concursos para Assistente Operacional "Auxiliar de Serviços Gerais" e em Oeiras é intimado um trabalhador da DHPA - Limpeza Urbana! Se não houvesse separação nas áreas de atividade / área funcional, não se diria que o Tiago Sousa é da Limpeza Urbana.
No Município de Oeiras há mais mentirosos que coxos!





terça-feira, 5 de junho de 2012

MERCADOS MUNICIPAIS DE OEIRAS: a incompetência no seu melhor!

A luminosa ideia de integrar compulsivamente, por retaliação, os trabalhadores da categoria de Assistente Operacional da área de atividade de Auxiliar de Serviços Gerais e de Fiel de Mercados e Feiras na limpeza urbana e colocar trabalhadores da categoria de Assistente Operacional da área de atividade de Cantoneiro de Limpeza ou da Limpeza Urbana nos mercados municipais só poderia redundar no seguinte: a falta de limpeza dos mercados!
As reclamações têm sido mais que muitas, quer na elaboração de "abaixo-assinado", telefonemas ou pessoalmente, como aconteceu na tarde de 25 de Maio, em que o comerciante de pescado do mercado de Paço de Arcos, Sr. João José, foi recebido pelo Vice-Presidente da autarquia, Dr. Paulo Vistas, a quem expôs a situação degradante em que se encontra o mercado.
As promessas ou desculpas terão sido as habituais: não há pessoal, o Governo não nos deixa contratar trabalhadores, fazemos o que podemos, pedimos a vossa compreensão, enfim, as costumeiras desculpas de quem não quer assumir que esta orgânica desorganizada em que se encontra a DHPA corresponde à incompetência de quem a lidera (?), fruto do revanchismo.
No mesmo dia, 25 de Maio, comerciantes do mercado de Oeiras terão sido informados de que não há sacos para o lixo e terão sido aconselhados a comprá-los, pois a Câmara não vai tê-los tão cedo.
Produtos de limpeza também não há. Os mercados quando são lavados (?) apenas levam água. Detergentes, desinfetantes e desodorizantes há muito que desapareceram.
Até 31 de Dezembro de 2011 os mercados e respetivos trabalhadores tinham um Encarregado: agora são mais que as mães, um Encarregado de manhã, outro Encarregado à tarde e um Encarregado Transversal (?), lutando entre si para saber quem manda mais, sob o olhar incompetente da chefia de divisão.
Diz o ditado que, pior cego é aquele que não quer ver e a Câmara Municipal está cheia deles. Ou fingem que são cegos.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

ENCARREGADOS "TRANSVERSAIS": o que é isto?

A Comissão Sindical do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública - SINTAP OEIRAS lutou sozinha durante anos para se terminar com o compadrio nas "nomeações da treta", aqui afloradas mais do que uma vez e, por outro lado, para que os trabalhadores destacados para outras funções, por exemplo, de cantoneiro para encarregado, auferissem o vencimento correspondente.
Com a Lei n.º 12-A/2008, de 27 de Fevereiro procuramos terminar com estes amiguismos e através dos mecanismos "mobilidade intercategorias e intercarreiras" que os trabalhadores fossem reposicionados, ainda que transitóriamente, nos lugares que efetivamente ocupavam.
A Câmara Municipal de Oeiras NUNCA aceitou as nossas sugestões, absolutamente LEGAIS, e quando julgávamos que estes casos estavam sanados, deparamo-nos, não com cantoneiros a fazer de encarregados, mas com uma nova categoria:
ENCARREGADO TRANSVERSAL!
Consultamos a legislação e confirmamos que  não houve qualquer alteração na carreira de Assistente Operacional, que é constituída por três categorias:
Assistente Operacional, Encarregado Operacional e Encarregado Geral Operacional.
Não é só no Entroncamento que há fenómenos, em Oeiras também, são transversais!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

ENCARREGADO LÍDER VERSUS ENCARREGADO JAGUNÇO

Um Encarregado deve ser um líder: respeitar e ser respeitado devem ser duas de outras virtudes de que deverá ser possuidor.
Há encarregados de DIREITO e de FATO  - os que foram a concurso e ganharam os seus lugares pelo seu MÉRITO - há encarregados que chegaram ao lugar sem terem ido a um único concurso.
Como é possível?
Começaram como cantoneiros em época em que não havia provas, bastava entregar a identificação e o boletim escolar. Alguns deles, não todos como é óbvio, por terem caraterísticas de "bufo" foram promovidos discricionariamente à categoria de capataz. Como o nome era demasiado ostensivo, ainda que assentasse que nem uma luva a alguns dos ditos cujos, foram reclassificados como encarregados de brigada. Uma vez mais sem serem sujeitos a provas de conhecimentos e de aptidão.
Com a Lei n.º 12-A/2008, de 27 de Fevereiro, saiu-lhes a sorte grande: quem fosse Encarregado de Brigada há mais de 5 anos era reclassificado como Encarregado Operacional! E novamente sem irem a concurso!
Por isso, não nos admiramos quando, dias atrás, um destes encarregados jagunço e pau mandado, tendo ouvido um colega Encarregado Operacional (que obteve o lugar por concurso e por mérito) a dizer que PEDE aos seus subordinados para executarem determinada tarefa, o jagunço pau mandado interrompe o colega e diz: "Você não pede, você MANDA!"
É a jagunços destes, com mentalidade capataziana, que alguns setores da Câmara Municipal de Oeiras estão entregues.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

A MENTIRA E A PERNA CURTA

O nebuloso processo de "integração" dos trabalhadores dos mercados municipais na limpeza urbana, fruto da greve ao trabalho extraordinário que decorreu entre 17 de Outubro e 22 de Novembro de 2011, continua a estar na ordem do dia, sobretudo quando se continua a dizer aos trabalhadores que "a vossa categoria acabou, agora é tudo igual, não há cantoneiros, não há fiéis de mercado, agora é tudo igual."
A mentira tem perna curta quando o Município de Oeiras continua a contratar trabalhadores para a categoria de Assistente Operacional de Serviços Gerais, a mesma exercida pelos trabalhadores Lino Manuel Moita Ramos, Luís do Carmo Almeida Soares, Geraldina Filomena Pereira e Maria da Assunção Lourenço das Neves, retaliatória e compulsivamente transferidos para a limpeza urbana, comprova-se pelo documento anexo, publicado em Diário da República, que os envolvidos neste nebuloso e obscuro processo mentiram, não sendo dignos dos cargos que ocupam.
A MENTIRA TEM PERNA CURTA. Deus não dorme e a Justiça é feita na Terra. Cá se fazem, cá se pagam.